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15 de maio de 2013

O lixo que se fez música



Todos nós temos um sonho. E todos os sonhos têm um motivo para ser, crescer e acontecer. Assim como nós. Quando um sonho entra em nós, nós também entramos nele. É como uma simbiose, pois personificamos nossos sonhos de tal forma, que eles deixam de ser “um” para se tornar definidos e definitivos.


Eu, como qualquer pessoa, tenho sonhos. Mas há “o” sonho, em especial, que cresceu comigo. Era o sonho de tocar piano. Instrumento esse que na minha infância era muito caro, e por mais que hoje continue sendo, atualmente ele está muito mais acessível do que antes, mesmo porque o padrão de vida da sociedade mudou, logo, seus valores também.


Mas até eu poder comprar um piano pra mim, eu acreditava que só poderia viver a música se eu tivesse aproximadamente 5 mil reais para personificar o meu sonho. Eu consegui. Mas, logo em seguida, me frustrei. Frustrei-me porque descobri que o valor do meu sonho era muito maior do que o meu piano. Ele era tão grande, que não tinha preço. O valor do meu sonho estava no aprender a tocar piano, no aprender a ouvir música clássica. Estava na paz que a música me trazia e na felicidade que eu sentia quando conseguia ler as notas de uma partitura. Ou seja, a música se tornou maior que o meu instrumento caro.


Muitos de vocês devem estar se perguntando o que o assunto tem a ver com lixo. E vou dizer o motivo.

Há pouco tempo, eu soube de uma notícia que muito me alegrou, pois me provou que a criatividade, os sonhos, a vontade de aprender e de viver de música, ainda consegue ser maior do que as condições financeiras que uma pessoa possa ter.


Em Cateura, uma favela no Paraguai, existe uma orquestra chamada “Los Reciclados”, que transforma o lixo do aterro sanitário local, em instrumentos musicais. Instrumentos esses que, ao serem comprados em uma loja, não sairiam por menos de 2 mil reais, dependendo da marca. E esses possíveis valores, segundo o diretor da orquestra, são maiores que as casas desses jovens. 


Enquanto inúmeras pessoas desistem do que desejam, outras tantas aproveitam o desperdício de outrem para transformá-lo em uma pequena oportunidade de mostrarem quem são, o que querem e o quanto são capazes de materializar suas ideias em realizações completamente palpáveis. 


A pobreza poderia ser a primeira justificativa. A falta de instrumentos, a segunda. Mas, ao invés de tentarem justificar o porquê não conseguiriam, esses jovens aproveitaram suas ideias e sua força de vontade para transformar o lixo de outros em sua própria música, e se deixaram senti-la, vivê-la e ser transformado por ela. Mas, acima que tudo: transformaram seus sonhos em música, sua dificuldade em música, seus medos em música. Pegaram todo o lixo, e o fizeram música!

Confira um vídeo e imagens das orquestra, acessando: http://www.hypeness.com.br/2013/05/orquestra-jovem-no-paraguai-toca-com-instrumentos-feitos-de-lixo/ . (Acesso em 13/05/2013, às 12:34h)


Rayssa Moreira

4 de dezembro de 2012

Para evitar corrupção nas metas da sustentabilidade, Instituto defende a criação de tribunais ambientais




Dentre os inúmeros temas abordados na Rio +20, a criação de tribunais ambientais para garantir que a corrupção não comprometa as metas do desenvolvimento sustentável estava entre eles. De acordo com Manish Bapna, presidente do Instituto de Recursos Mundiais, 44 países já adotaram a medida.

Durante a 15ª Conferência Internacional Anticorrupção - que começou na quarta-feira, 7 de novembro, na capital federal - Bapna defendeu a adoção das estruturas ecológicas. Em debate a respeito dos rumos da Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, Bapna explicou que a tecnologia já permite que informações sobre desmatamento de florestas ou degradação de recifes de corais no mundo sejam disponibilizadas para toda a sociedade. Porém, continuou o presidente, a criação das cortes é fundamental para que as irregularidades sejam julgadas.

“Transparência não é suficiente. Parte da solução é criar informações e disponibilizá-las, mas é preciso também criar espaços onde as pessoas possam recorrer e fazer denúncias”, argumentou.

Bapna lembrou de um projeto lançado há 15 anos pelo WRI (sigla do instituto, em inglês) em que imagens de florestas que estavam em processo de concessão foram disponibilizadas ao público. Segundo ele, várias organizações ambientais e movimentos sociais passaram a monitorar as áreas, por meio da internet.

Com o avanço tecnológico, Bapna destacou que as florestas em todo o mundo, mesmo em lugares remotos, poderiam ser mapeadas com imagens claras. “Podemos detectar o desmatamento ilegal em qualquer lugar do mundo. Temos oportunidades de dar este acesso às organizações não governamentais e à sociedade civil, e isto promoverá profunda transformação.”

O presidente do WRI ainda reconheceu que alguns governos, como o brasileiro, garantem a transparência das informações, “mas outros preferem não fornecer dados atualizados”.

Para Kumi Naidoo, diretor executivo do Greenpeace Internacional, a sociedade deve participar das decisões para garantir que atos de corrupção não impactem ainda mais os ecossistemas. “Qualquer auditoria sobre o que aconteceu com nossas florestas, nossos oceanos e nossos combustíveis fósseis indicaria que o grande culpado é a corrupção e a ausência de transparência nos governos”, disse.

 “A natureza não negocia. Não podemos mudar a ciência, então temos que mudar a política urgentemente. Muitos países, principalmente os menos responsáveis pelas emissões [de gases de efeito estufa], são as primeiras vítimas desta negociação com a natureza”, acrescentou.

Durante mais de uma hora, o debate sobre corrupção, envolvendo as metas do desenvolvimento sustentável, esbarrou, várias vezes, na responsabilização sobre as ações, tanto pelos governos, quanto pela sociedade e o setor privado.

Beris Gwynne, diretora e representante das Nações Unidas em Genebra, e também representante do programa Visão Mundial Internacional, alertou que “é preciso avançar na responsabilização compartilhada e coletiva. A responsabilização compartilhada tem que ser abraçada por todos”.

Mudanças

Para a ministra do Meio Ambiente do Brasil, Izabella Teixeira, a visão do governo brasileiro contaminou as nações que assinaram o documento final da Rio+20. “Todos precisam se empenhar nos paradigma do desenvolvimento sustentável nos próximos anos. Esta é a visão do governo do Brasil e temos uma tarefa ambiciosa”, disse.

Izabella Teixeira ainda ressaltou o espaço criado para a sociedade civil na Rio+20 e afirmou que esta participação tem sido defendida pelo governo brasileiro. “É a pressão da sociedade que leva às mudanças. É na democracia que temos mudanças mais rápidas, e as nações não podem esperar. O espírito da Rio+20 é que os desafios econômicos estão além dos economistas, dos desafios ambientais, dos ambientalistas e dos políticos.”

Dados obtidos em: http://www.ecodesenvolvimento.org/posts/2012/novembro/instituto-defende-tribunais-ambientais-para-evitar?tag=economia-e-politica


Rayssa S. Moreira

27 de novembro de 2012

Uma mudança radical: no mundo do skate, a novidade sustentável é o deck feito de bambu



Fotos: http://www.ecodesenvolvimento.org/noticias/decks-feitos-de-bambu-e-a-novidade-sustentavel-no

Para a surpresa de muitos, pesquisas feitas sobre os principais responsáveis derrubadores de árvores da América do Norte indicam que os skateboards estão em 31º e em 1º, quando refere-se às florestas de maple, principal madeira utilizada na confecção das pranchas. Contudo, há uma boa notícia nesta situação: uma empresa americana está fabricando skateboards utilizando 100% de madeira de bambu. Uma opção muito mais “ecofriendly” (ou “amigavelmente sustentável”).

O produto, desenvolvido pela BambooSK8, é mais resistente, leve e, claro, muito mais sustentável que os skateboards convencionais.

O bambu é um dos grandes emissores de oxigênio do mundo vegetal e pode absorver até quatro vezes mais dióxido de carbono que outra árvore do mesmo porte. Além disso, ele tem a capacidade de filtrar metais pesados presentes no solo e nos lençóis subterrâneos.


Outra vantagem do bambu é que ele pode ser colhido após cinco anos de crescimento, enquanto o maple pode levar até 60 anos amadurecendo antes de ser transformado em pranchas de skate. Todo esse tempo acarreta mais consumo de energia e recursos naturais, como água e materiais orgânicos.

Para desenvolver esse material sustentável, a prancha (mais conhecida como shape ou deck) é feita com três ou quatro camadas de madeira de bambu, que devem ter espessura e tratamento especial. O resultado são decks mais fortes, já que o bambu é um material altamente resistente, podendo suportar até 740 toneladas de pressão, quase 90 toneladas a mais que o maple. Além disso, esses shapes são mais leves. Eles pesam pouco mais de um quilo, enquanto os skateboards tradicionais podem pesar até quatro quilos.

Empresa responsável

A BambooSK8, além de fabricar produtos Ecofriendly, também faz parte da Action Sports Environmental Coalition e possui uma política de sustentabilidade que inclui uso de materiais reciclados e reciclagem de seus resíduos, preferência por transportes alternativos, como a bicicleta, economia de luz e fim do uso de sacolas plásticas. Uma prova do seu engajamento pode ser visto na casa do dono da BambooSK8, que possui o maior painel solar residencial da Califórnia.

Dados obtidos em: http://www.ecodesenvolvimento.org/noticias/decks-feitos-de-bambu-e-a-novidade-sustentavel-no


Rayssa S. Moreira

20 de novembro de 2012

Aplicativo DESENSVOLVIDO NOS EUA incentiva as pessoas a gastarem menos e doarem mais



Aplicativo dá acesso a uma lista de 100 ou mais instituições de caridade. Assim, ao          decidir abrir mão de comprar o almoço, você pode rapidamente doar, por exemplo, 5 dólares (R$ 10,00) para a entidade de sua escolha.


Imagem: Reprodução


Você já pensou na opção de, ao invés de comer fora, levar o almoço de casa para o trabalho? Ou, por exemplo, alugar um filme ao invés de vê-lo no cinema? Essas são algumas economias que podem ser feitas no dia-a-dia e que, no final das contas, podem fazer grande diferença. E quem pode te ajudar a perceber esses simples detalhes é o aplicativo para smartphones Instead ("Em vez").
O aplicativo incentiva as pessoas a consumir de forma mais consciente e mais solidária, porque além de você reduzir os gastos em consumo, você pode doar as economias conquistadas, obtidas graças ao novo modelo de vida. Para o criador Miquéias Davis, designer de software do estúdio OvenBits, situado em Dallas, nos Estados Unidos, viver uma vida de consumo consciente pode ser uma forma simples e divertida de apoiar as organizações sem fins lucrativos.
Ao baixar o aplicativo, você tem acesso a uma lista de 100 ou mais instituições de caridade. Assim, ao decidir abrir mão de comprar o almoço, você pode rapidamente doar, por exemplo, 5 dólares (R$ 10,00) para a entidade de sua escolha.
Segundo Davis, a plataforma é baseada na ideia de que a tecnologia pode facilitar ações filantrópicas. Da mesma forma que milhões de dólares foram doados por mensagem de texto após o terremoto no Haiti, pode ocorrer o mesmo através desta plataforma para ajudar os que foram afetados pelo furacão Sandy, por exemplo. Ele acredita ainda que o aplicativo pode ajudar a mudar o comportamento das pessoas, tornando o ato de doar uma prática habitual.
O dispositivo pode ser baixado gratuitamente e está disponível para iPhone, iPad e dispositivos Android.

Outras opções:
Além do aplicativo Instead, os usuário de aparelhos mais tecnológicos como smartphones, iPods e iPads também podem ter acesso às informações por um mundo mais sutentável através de outros aplicativos. Confira abaixo uma lista:
Aves do Brasil –Mata Atlântica
Para aqueles que gostam de observar aves, um bom passatempo é o aplicativo Aves da Mata Atlântica, realizado pelo Planeta Sustentável e pela WWF.
Os consumidores que quiserem saber quão responsável socioambientalmente uma empresa é, basta baixar o Good Guide e fotografar os códigos de barra antes mesmo de comprar o produto..
O site Planeta Sustentável lançou recentemente uma versão do Manual de Etiqueta Sustentável para iPhones. A cartilha possui 65 dicas de como fazer o dia a dia mais responsável socioambientalmente e ainda informa qual a relação entre o seu esforço e o impacto na natureza.
Se você é uma daquelas pessoas que gostam de documentar lugares, plantas e animais com imagens e informações sobre eles, o aplicativo Project Noah é feito para você. Ele armazena informações sobre viagens ou novos lugares visitados, além de desencorajar que o turista leve alguma "lembrancinha" do lugar, como pedrinhas, plantas e outros objetos. 



Dados obtidos em: http://www.ecodesenvolvimento.org/posts/2012/novembro/aplicativo-incentiva-a-gastar-menos-e-doar-mais?tag=consumo_consciente
http://www.ecodesenvolvimento.org/posts/2011/agosto/links-recomendados-aplicativos-para-um-mundo-mais?tag=ciencia-e-tecnologia


Rayssa S. Moreira