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24 de fevereiro de 2017

Cerro Rico e seus Problemas Socioambientais


Recentemente, tive a oportunidade de ir a Potosí, uma cidade histórica da Bolívia, com arquitetura colonial, muito conhecida devido a Casa Nacional de La Moneda, além, também pela mineração que ocorria na época em que o país era província espanhola, período no qual a montanha de Cerro Rico era explorada em busca de metais preciosos, principalmente a prata.


Os guias de Potosí falam que há duas pontes que unem a Bolívia à Espanha: uma ponte que leva até a Europa toda feita de riquezas que foram extraídas por anos, e, outra que retorna ao país andino feita por ossos dos escravos indígenas que trabalharam neste período. Conhecer e realizar o passeio guiado em Cerro Rico foi uma mistura de emoções. Era o passado e o presente em nossa frente, uma altitude de 4.800 metros acima do nível do mar e paisagem respeitável beleza, mas tristemente permeada de pobreza ao redor da montanha, juntamente com jovens mineradores, crenças e uma cultura que se mantém viva.

O que me chamou atenção foi o fato que a mineração ainda permanece forte na região, além das condições precárias de trabalho que os mineradores se submetem em busca da própria sobrevivência. E quando falo isso, não estou me referindo à falta de equipamentos, pois estes são usados e também devem ser usados na visitação, mas me refiro à alta jornada de trabalho em busca de metais, uso de bebidas alcoólicas, falta de oxigênio, a quantidade excessiva de mineradores, o fato
destes respirarem gases como o enxofre e a crença local de que ao tomar álcool com 95% de pureza auxiliará o mineiro a encontrar pedras mais puras. Aqueles homens ainda necessitam da montanha para sobreviver, arriscam suas vidas e ainda, para agravar a situação, como Cerro Rico possui muitos túneis subterrâneos, o governo boliviano busca soluções para estabilizar o interior da montanha, realizando obras para evitar que a mesma afunde.

Por outro lado, nessa região, ainda permanece forte a reverência ao sagrado, El Tío, por exemplo. Este é o deus das minas, o qual protege os mineradores, que oferecem sacrifícios como folhas de coca, cigarros e equipamentos de segurança, como um capacete e botas. Este deus está presente em todas as minas, anualmente há festas para ele, sempre é agraciado pelos mineradores. Isso lembrou-me uma reflexão de Jung, em seu livro “O Homem e Seus Símbolos” no qual reflete como nossa mente traz ainda os registros da nossa longa evolução histórica como seres biológicos, mas também com uma psique que veio evoluindo e que traz em seu inconsciente símbolos arquetípicos que se materializam em nossos sonhos e comportamentos, estes, muitas vezes praticados de forma inconsciente. Mas que por outro lado, no caso dos trabalhadores de Cerro Rico, são esses mesmos elementos psíquicos é que dão esperança e alento para suportar os perigos do cotidiano difícil.
 Tudo isso me fez questionar sobre a complexidade que é se trabalhar com a problemática socioambiental!

 
Há uma necessidade real de se alterar a economia local, haja vista que não há outro tipo de obtenção de renda na cidade. Mas como fazer isso? Talvez aproveitando, em projetos de Educação Ambiental, essas mesmas características que alguns de nós poderia considerar místicas, fruto da ignorância, mas que segundo Jung, nos garantiriam uma “identificação emocional inconsciente” com os fenômenos naturais e que forneceriam uma profunda energia emocional que esta conexão simbólica pode nos dar. Mas que fomos perdendo à medida que foi aumentando o nosso conhecimento científico.

 
Enfim, depois de refletir muito sobre essa experiência, a qual fiquei muito grata pela oportunidade de poder vivenciar, continuo a pensar, conhecer e respeitar ainda mais a cultura andina, dos bolivianos que tanto lutam em busca de melhores condições. E com a certeza de que devemos promover transformações socioambientais necessárias sempre a partir do respeito às crenças e valores do outro. E por outro lado, sinto-me segura em saber que a graduação e depois o mestrado no Programa Análise Ambiental Integrada me instrumentalizaram no sentido de me tornar potencial catalisadora de transformações socioambientais, sempre respeitando a diversidade e trajetória do outro.

 
Por fim, despeço-me do blog (como colaboradora textual) com este texto e agradeço pela oportunidade de contribuir neste espaço.
Rafaella Ayllón
Referência Bibliográfica
The Guardian - Natural resources and development. 'Bolivia's Cerro Rico mines killed my husband. Now they want my son'. Disponível em https://www.theguardian.com/global-development/2014/jun/24/bolivia-cerro-rico-mine-mountain-collapse-miners.
JUNG, Carl G. O Homem e Seus Símbolos. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2008.

 

22 de agosto de 2016

Rio 2016 e a “Real” Preocupação com o Meio Ambiente?


Um dos principais assuntos neste mês de agosto foram as notícias sobre as olimpíadas do Rio que chegou ao fim no 21/08, após uma bela abertura dos jogos que além de apresentar um pouco de nossa história, cultura e costumes, tinha como temática a questão socioambiental.  Foi  muito elogiada pelos brasileiros e internacionalmente.

 
O intuito da abertura era fazer o mundo refletir sobre os impactos socioambientais causados por ações antrópicas e as consequências globais destas ações. Após a apresentação de vídeos demonstrando o aumento da temperatura global, impactos do desmatamento, problemas socioambientais, como a ausência de saneamento básico, um garoto caminhou pelo palco em meio de construções e encontrou uma muda de planta (lembrando até mesmo o filme Wall-e, no qual, um pequeno robô Levantador de Carga para Alocação de Lixo – Classe 'Terra'), trabalha sozinho para compactar e organizar todo o entulho deixado pelos seres humanos). Em seguida, cada delegação foi apresentada e seus atletas teriam que plantar sementes para que daqui alguns anos, o Rio de Janeiro ganhasse uma “floresta dos atletas”. Os aros olímpicos foram inspirados na natureza, formados a partir da base utilizada pelos os atletas para plantar as sementes.
 
Muito bonito, sem dúvida, mas fica uma dúvida no ar: será mesmo que os jogos olímpicos praticaram o que tanto defenderam na abertura dos jogos? Acredito que não, pois antes mesmo do início dos jogos já existiam críticas relacionadas às obras da cidade olímpica, e principalmente a construção de um campo de golfe, o qual foi feito em uma antiga área de proteção ambiental. O Rio já tinha dois campos de golfe, mas para o Comitê Olímpico Internacional nenhum era apropriado para as Olimpíadas, sendo que a justificativa da área escolhida para o novo campo foi que este local já estava impactado devida ao desmatamento e ambientalmente degrado. Porém, há controvérsias e até mesmo a construtora responsável pelo projeto foi beneficiada e segundo o ambientalista Marcelo Mello, este afirma que as práticas para manter o campo de golfe são prejudiciais às espécies do local.
 
Outra questão que não está de acordo com o discurso de “ambientalmente correto” é a despoluição da Baía de Guanabara, local que foi utilizado em competições como Vela. Foram realizados grandes investimentos para melhorar a qualidade da água, o que já era esperado há décadas pela população carioca. A meta de despoluição da baía prometida pela prefeitura até 2016 era de 80%, valor não atingido para os jogos. Além da preocupação com o transporte no momento dos jogos, o que também ocasionou a destruição de 200 mil m² da Mata Atlântica.
 
É de conhecimento também que para realização das obras foram apresentados relatórios ambientais simplificados (RAS) sem estudos ambientais mais complexos como a elaboração do Estudo de Impacto Ambiental/Relatório de Impacto Ambiental (EIA/RIMA), segundo a Fundação Heinrich Böll.
 
Nesse sentido, nos cabe refletir sobre o uso do marketing verde no discurso do “ambientalmente correto” que é utilizado em algumas situações, para nos fazer crer que somos uma nação realmente preocupada com as questões socioambientais, mas que na verdade somente mascara uma prática ainda voltada para a manutenção do modelo de desenvolvimento hegemônico atual. 
 
Quanto ao final das Olimpíadas, torçamos para que fique uma maior valorização dos esportes, melhor utilização dos locais construídos e a reflexão sobre nossas atitudes em relação ao meio ambiente.
 
Rafaella Ayllon
Referências 
Cerimônia de abertura movimenta milhões de internautas. Disponível em: https://www.rio2016.com/noticias/cerimonia-de-abertura-movimenta-milhoes-de-internautas
Imprensa internacional elogia cerimônia de abertura dos jogos olímpicos Rio 2016. Disponível em: https://www.rio2016.com/noticias/imprensa-internacional-elogia-cerimonia-de-abertura-do-jogos-olimpicos-rio-2016
Dossiê “Megaeventos e Violações dos Direitos Humanos no Rio de Janeiro Dossiê do Comitê Popular da Copa e Olimpíadas do Rio de Janeiro novembro de 2015 Dossiê Megaeventos novembro de 2015 Olimpíada Rio 2016, os jogos da exclusão” https://br.boell.org/sites/default/files/dossiecomiterio2015_-_portugues.pdf

 

18 de abril de 2016

Leitura juvenil e meio ambiente, pode dar certo esta brincadeira?

Quando devemos auxiliar uma criança a refletir sobre sua responsabilidade e consciência ambiental? E como fazer esse processo? Um modo de atingirmos este objetivo é estimulando a leitura dos pequenos, pois existem livros voltados ao público juvenil que abordam a temática ambiental.
Um bom exemplo de livro que auxilia a criança a refletir sobre o consumo de água é o “Senhor da Água – Rosana Bond”.
[Olha o spoiler!... ;-) ]
O livro, além de apresentar à criança outras culturas como a latinas, indígena e a europeia, aborda também a problemática da falta de água na cidade de Florianópolis causada por um “cara” estranho, como mesmo definem as três crianças principais da narrativa. 
Os personagens se questionam sobre a falta de água constante no condomínio em que residem e veem os adultos discutirem sobre a questão, sendo que todos são engajados a evitar o desperdício de água. Em suas peripécias encontram um projeto muito suspeito. O trio acaba descobrindo um grande projeto de uma organização mundial que quer se apropriar do nosso Aquífero Guarani, além de poluir os rios mundiais e ter controle da agua potável mundial.
O livro é interessante por causar uma reflexão sobre os hábitos de consumo e o modo como o jovem leitor atua perante os recursos hídricos. Além disso, o suspense permeia toda a história, fazendo a criança ficar interessada em seguir com a leitura.
Outros livros também podem ser indicados para trabalharmos a reflexão juvenil relacionada ao meio ambiente, sendo possível encontrar algumas sugestões no web e até mesmo em sites como o do Ministério do Meio Ambiente (MMA), ICMBio, entre outros.
Esta semana encontrei esta sugestão do MMA , o livro O Fogo e o Cerrado o qual aborda, “conceitos da história e ecologia do fogo no Cerrado, assim como princípios de uso controlado do fogo para atender às necessidades de produção de alimento e conservação da natureza.” O livro é bem ilustrativo.
Tente levar uma criança a livraria, o resultado é incrível!

Rafaella Ayllón

Livro “O senhor da água”. http://www.aticascipione.com.br/produto/o-senhor-da-agua-13

13 de dezembro de 2015

COP 21 e o desafio da economia de baixo carbono



A  21ª Conferência do Clima que acontece desde o dia 30 de novembro em Paris, denominada COP 21, reuniu líderes internacionais, chefes de estado e negociadores do clima em grupos temáticos e fóruns de discussão sobre o atual estado climático do planeta, os níveis de emissão de gases do efeito estufa e as metas para diminuição das emissões, rediscutindo o atual cenário das mudanças ambientais globais e o Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC).
Entre as dificuldades apontadas na COP 21, ao mesmo tempo em que há um movimento muito forte e bem delineado na direção da economia de baixo carbono por parte dos investidores e das principais transnacionais do mundo, existe também um temor acerca do desconhecido em relação à essa economia de baixo carbono.
Esse temor se refere ao fato de que se trata de uma modalidade nova com a qual o mercado está dialogando, de maneira que não é possível prever o quanto e nem em que sentido pode ocorrer o desenvolvimento desta economia de baixo carbono. Portanto, embora se reconheça o enorme potencial e haja um interesse de mudar o atual modelo para o de baixo carbono, há uma dificuldade de estabelecer sua credibilidade.
Além disto, há uma discussão que envolve os Estados mundiais que diz respeito à redução das emissões por meio da contribuição financeira dos países com os fundos internacionais responsáveis pelo financiamento das iniciativas de redução, mitigação e adaptação às emissões de gases. A questão é que para os países em desenvolvimento, com economias emergentes, não parece justo que haja uma contribuição obrigatória ao mesmo tempo em que o país assume compromissos com a redução das emissões.
Acredita-se que os países desenvolvidos, poluem há mais tempo e em maior quantidade e intensidade contribuindo para as mudanças climáticas devendo se comprometer com as metas de redução e com os fundos internacionais, ao mesmo tempo que os emergentes aceitem assumir compromissos com as metas estabelecidas.
Para liderar a discussão que procura alcançar o consenso entre as nações mais ricas e os países emergentes com economias mais pobres a COP 21 designou a Ministra de Estado do Meio Ambiente do Brasil, Izabella Teixeira, juntamente com o Ministro de Relações Exteriores de Cingapura.
A Ministra ressaltou que a posição do Brasil é a defendida pelos países emergentes, a não obrigatoriedade da doação financeira, assumindo o compromisso com as metas de redução e defendendo uma cooperação Sul-Sul na redução de emissões, garantindo que os países em desenvolvimento possam ajudar-se com igualdade na redução das emissões, sem que haja uma desigualdade de compromissos e oportunidades diante das mudanças climáticas globais.
Além deste grupo de trabalho estão funcionando também outros três que buscam solucionar outros entraves referentes ao Clima. Liderado por Alemanha e Gabão há um grupo tentando fechar questão sobre a implementação, o financiamento, a capacitação e a transferência de tecnologia necessária à preparação dos países emergentes para combater as mudanças climáticas.
Existe outro grupo voltado a discutir metas mais ambiciosas de redução das emissões até 2020, responsabilizando-se pelas ações de curto e médio prazo, ainda não há países liderando suas discussões.
O mesmo acontece com o terceiro grupo, responsável por discutir as ações de longo prazo, preocupado com o cenário no pós-2030 e com a construção de perspectivas de emissão zero entre 2060 e 2080, grupo para o qual também não existem países liderando as discussões.
Assim, antes mesmo do encerramento da COP 21 e das contribuições finais que virão, verificamos que há uma baixa adesão dos líderes mundiais aos acordos e compromissos, sobretudo porque os diferentes interesses colocados em questão emperram acordos, dificultam convergências e impossibilitam uma efetividade das discussões em âmbito global.
O interesse dos mercados sobre a discussão climática reside na preocupação mantida por eles acerca de preservar os lucros mesmo em uma economia de baixo carbono e portanto, todo o temor e a repulsa aos riscos que esse modelo de transição oferece, demonstrando que o mercado internacional e os investidores não estão na Conferência pelo clima, mas pela defesa de seus interesses econômicos em meio a este debate.
Assim, em mais uma oportunidade verificamos o quanto as discussões climáticas ainda são difíceis quando todos os múltiplos interesses se colocam, deixando claro que tanto a redução de emissões quanto a transição necessária para a economia de baixo carbono são ainda enormes desafios.

Rafaella Ayllón

11 de maio de 2015

É HORA DE BIOECONOMIA?


     Um termo que em breve será mais comentado é “Bioeconomia”. Você imagina o que seria bioeconomia?

6 de outubro de 2014

"Os biocombustíveis estão no ar"


     O nosso Quimicando atualmente tem como temática “Consumo Energético - Os Combustíveis” da Ação II. Buscamos levar os estudantes de Ensino Fundamental II (8º e 9º ano) e Ensino Médio a refletirem sobre diversos aspectos envolvidos no ato de escolher entre o álcool e gasolina na hora de abastecer seu carro. 
    Agora, já pensou em poder escolher utilizar um combustível de menores impactos ambientais na hora de voar?

21 de julho de 2014

Dica de Filme do Quimicando: Erim Brockovich, uma Mulher de talento.

E a dica de filme do Quimicando de hoje é “Erim Brockovich, uma mulher de talento”! Julia Roberts ganhou o Oscar por essa atuação.
A temática ambiental e a questão química que o filme aborda vão de encontro a preocupação do Blog em refletir a respeito do impacto social das ciências e do conhecimento científico em nosso cotidiano.
O filme, a partir da história de uma mulher que luta pela sobrevivência da sua família, nos convida a uma reflexão sobre o convívio entre ciência e sociedade. Até que ponto a ciência é neutra? Altruísta? Ou que o conhecimento científico e a tecnologia materializada a partir do mesmo nos é benéfica?
A narrativa é desenvolvida a partir da contaminação humana por chumbo hexavalente, colocando em questão a relação muitas vezes conflituosa entre as indústrias químicas e a sociedade, a transparência dos processos ambientais e a questão da saúde da população.

Desejamos à você um bom filme! E depois compartilhe conosco o que achou!

Por Rafaella Ayllon

26 de maio de 2014

Biotecnologia

     Para iniciar minha sugestão de leitura, vou explicar primeiramente o que é Biotecnologia. Podemos dizer que o uso e as aplicações de conhecimentos químicos e biológicos, de tecnologias na área alimentícia, ambiental e da saúde é a função de um biotecnólogo, pois este é responsável em estudar o melhoramento genético e a criação de novos produtos, entre outras áreas do conhecimento que este profissional pode atuar.
     Com isto em mente, vamos a minha sugestão de leitura, “Admirável mundo transgênico”, disponível em: http://www.unesp.br/aci/jornal/151/biotecno.htm

14 de novembro de 2013

Asfalto que reutiliza pneu

     Você, que utiliza ou que já passou por uma rodovia paulista deve ter notado que atualmente o asfalto é diferente devido ao asfalto-borracha que utiliza em sua composição a borracha de pneus sem condições de rodagem. Uma solução simples e benéfica usada para melhorar as condições de uso da via e uma maneira de minimizar os impactos ambientais e de saúde que um pneu pode causar quando não há uma reflexão sobre seu descarte.

     O asfalto-borracha é conhecido desde a década 1960 nos EUA, Europa e na África do Sul, mas chegou ao nosso país em 2001, nas estradas do Rio Grande do Sul.

     Para pavimentar 1 km de via é preciso, em média utilizar 750 pneus sem condições de rodagem. Bom, não?
http://www.sustentabilidade.sebrae.com.br/Sustentabilidade/Not%C3%ADcias/Reutiliza%C3%A7%C3%A3o-de-pneus-ajuda-ambiente-e-reduz-custos-da-ind%C3%BAstria 

     Para ficar mais nítido o saldo positivo: a matéria prima usada na produção do pneu é o petróleo e um pneu demora de 300 à 400 anos para se decompor!

     Para fazer o asfalto-borracha o pneu é triturado até ficar bem fino e, em seguida, é misturado com o asfalto. Além de ser uma alternativa de reutilização da borracha do pneu esse asfalto facilita o processo de frenagem, evita a abertura de buracos e também é dura mais quando comparado ao asfalto comum.

Rafaella Ayllón



10 de setembro de 2013

Eutrofização Antrópica

Em uma cidade chinesa costeira, Qinggdao, um mar de algas tomou conta da cidade, como podemos observar nas imagens a seguir. 

Mas o que de longe parece um belo tapete verde, pode causar sérios danos ambientais e financeiros para o lugar.

            
      Em nossas apresentações da Ação dos Detergentes, nós do Quimicando sempre exemplificamos este processo, chamado de eutrofização das águas, o qual pode ser classificado como natural ou antrópico. Infelizmente, na China o processo está bem avançado.

          
A eutrofização das águas é um processo que resulta em aumento de nutrientes essenciais para alguns seres que vivem em ambiente aquático, como por exemplo, os fitoplânctons. A eutrofização natural pode ser influenciada pela água da chuva que carrega alguns nutrientes. Entretanto, a atividade antrópica também auxilia nessa disponibilidade de nutrientes, porém, de maneira excessiva, o que acarreta em uma eutrofização artificial, a qual envolve principalmente os dejetos vindos do esgoto, como os detergentes.

         Como consequência disso, há o crescimento acelerado das algas, o que é prejudicial ao ecossistema existente em baixo deste “tapete verde”. A entrada de luz é impedida e também há mais matéria orgânica do que o ambiente pode decompor, além de outros fatores que resultam em um desequilíbrio ecológico.

O país realiza grandes esforços para conter a proliferação deste tapete verde. Já foram investidos milhões de dólares em anos anteriores e agora. Mas o ideal é prevenir ao invés de remediar o problema quando ele já está muito avançado. Não acham?


Rafaella Ayllón e Fernanda Romero

Fontes:
http://economia.estadao.com.br/noticias/economia-geral,china-se-mobiliza-contra-megainvasao-de-algas-marinhas,158520,0.htm
http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,alga-em-ambiente-pobre-em-nutrientes-e-mais-suscetivel-as-mudancas-climaticas,969587,0.htm
http://www.brasilescola.com/biologia/eutrofizacao.htm
http://www.agr.feis.unesp.br/ctl28082004.php

10 de julho de 2013

Campanha do Metrô de São Paulo pela Coleta Seletiva já alcança 58 estações



Você, que mora em São Paulo ou utiliza o transporte público, sabe que temos problemas na cidade devido à falta de estrutura nessa área. Entretanto, podemos destacar pontos positivos pelo uso de Metrô e CPTM.

O Metrô de São Paulo é um dos mais limpos do mundo e tomou uma atitude muito importante para a cidade: iniciou a coleta seletiva.

Visando mostrar a importância da coleta seletiva, da seleção do lixo reciclável e da forma correta de descartar os resíduos sólidos produzidos no dia-a-dia, a Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) deu início, em 14 de Abril de 2013, a uma campanha que já atinge o total de 58 estações em todo o sistema de transporte oferecido pela companhia nas diversas regiões da cidade. 

Instaladas nos mezaninos de acesso das Estações do Metrô, as lixeiras de aço escovado começam sendo o principal exemplo e incentivo da campanha à colaboração dos usuários dos transportes. Todas as lixeiras que agora exibem a sinalização gráfica para orientar a separação dos resíduos foram reaproveitadas pela equipe de Manutenção do Metrô, sendo as antigas lixeiras convencionais transformadas e adaptadas em um conjunto com 5 lixeiras divididas em: Papel (azul), Plástico (vermelho), Metal (amarelo), Vidro (verde) e Material Não reciclável (cinza). A iniciativa levou em consideração o fato de que em todo o sistema ferroviário o usuário produz resíduos que são descartados ao longo de suas estações, constituindo um campo fértil para a implantação de uma campanha de conscientização como esta.

Para a realização da campanha de conscientização dos usuários, o Metrô de São Paulo está fixando cartazes nas dependências das estações e em toda a área de circulação de passageiros, com os seguintes dizeres: “Lixeiras para coleta seletiva no Metrô. Bom pra você, melhor ainda para o meio ambiente”. Além desses cartazes e do posicionamento da colocação das novas lixeiras, todas as equipes de funcionários do Metrô e inclusive os funcionários terceirizados nas estações, estão preparados para esclarecer dúvidas dos usuários a respeito da campanha. Para isso, o Metrô providenciou folhetos informativos visando engajar a todos na iniciativa. O slogan dos folhetos é "Coleta seletiva no Metrô: uma mudança que começa nas estações e continua fora delas".

Disponível em: <http://www.metro.sp.gov.br/noticias/campanhas/campanha-coleta-seletiva.aspx>. Acesso em: 02 de julho. 2013.
 
Estas iniciativas reforçam o empenho coletivo que tem sido feito em diversas organizações, instituições voltadas à Educação Ambiental e a preservação do Meio Ambiente, que colaboram com uma cultura de reciclagem e destinação correta dos resíduos sólidos, sobretudo em ambientes urbanos, cujos problemas com a destinação do lixo são grandes e, às vezes, parecem sem solução. O Metrô paulistano, por ser um espaço em que a população utiliza quase diariamente, torna-se ponto estratégico não apenas à criação da cultura e prática desse novo comportamento, mas também um local para reflexão sobre nossos hábitos ambientais nas grandes cidades e as soluções que podemos dar para essas questões.

Vamos colaborar com o Metrô?


Rafaella Ayllón

20 de maio de 2013

Já viu uma horta no Shopping?



Olá, leitores!

Hoje, relato sobre uma atitude tomada por um shopping da zona oeste de São Paulo, o Shopping Eldorado.

Vendo que uma grande quantidade de comida era desperdiçada e todos os meses seu destino era o lixo - cerca de 10 toneladas de lixo orgânico - os donos do shopping revolveram mudar esta realidade, criando uma horta no terraço do shopping e utilizando o resto de comida para fazer adubo. 

Esta atitude gerou empregos e tem a colaboração de toda a praça de alimentação. O que é plantado, quando colhido é distribuído entre os funcionários. O objetivo é aumentar a horta.

Podemos entender melhor o que está sendo feito na reportagem exibida dia 02/05 no SPTV, 1ª Edição.

Restos de comida de shopping são transformados em adubo para horta suspensa




Ou então assistindo, sobre o mesmo assunto, no vídeo:



 
            Espero que atitudes como estas se ampliem e outros lugares públicos adotem à ideia.
Até a próxima novidade,



Rafaella Ayllón